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segunda-feira, agosto 2

A arte musical

A ARTE MUSICAL E A INCLUSÃO SOCIAL

J. Jorge Peralta

A arte musical, como estratégia de inclusão social, também nas periferias das grandes cidades, começa a tomar corpo em alguns países, entre os quais, o Brasil.
Que todos os países sigam o exemplo.
As escolas ou grupos das comunidades, poderiam  desenvolver projetos de inclusão social, desenvolvendo projeto de educação musical, em horário extra, durante a semana, ou aos sábados, devendo preparar os alunos para participarem de eventos, devidamente acompanhados pelo órgão estimulador, que poderia ser o governo, talvez com participação de empresas mecenas/madrinhas, ou como ação independente, na linha do voluntariado.
Está na hora de o país despertar para a arte, como estratégia de inclusão social e auto-estima da comunidade.
Pequenos grupos de cantores ou pequenos grupos sinfônicos podem  surgir por toda a parte.
A inclusão social pode ser estimulada de modo adequado, por muitas modalidades artísticas: pela música, dança, pintura, escultura, artesanato, etc.

As Olimpíadas de 2016 vêm logo aí. Precisamos preparar as pessoas, adultos e jovens, para esse grande desafio de mostrar ao mundo, um país, rico em território e mais rico pela criatividade e desenvolvimento humano dos cidadãos.
Aqui falamos especificamente da Educação Musical como estratégia de inclusão social. Da música como fator de promoção humana e instrumento de paz e solidariedade no país.
A música leva mais luz e esplendor a qualquer ambiente humano. Cantar é compartilhar vozes e atitudes.
A educação musical, feita na Comunidade, educa a sensibilidade do povo, que é o primeiro consumidor do produto “Educação Musical”.
Muita gente pode dar algumas horas por semana para um projeto desta natureza, como trabalho comunitário.
-  Queremos que o País seja muito mais do que o País do Futebol, o País do Carnaval, o País do Pantanal, o País do Sol e o País das Águas.
- Queremos que o País cresça, na ciência, na tecnologia, na eficiência de seu povo e na qualidade de vida de todos, através do desenvolvimento sustentável, que respeita a vida e a natureza.
-  Queremos que o País brilhe em iniciativas de arte musical, como meio de democratização da cultura e do bom gosto e da competência de harmonias sonoras e coloridas...
- Queremos que o País brilhe, ante toda a humanidade global, como um país de mais justiça  social, com menos corrupção, menos ignorância,  menos mentira,  menos arrogância,  menos criminalidade e mais solidariedade e prosperidade cultural e econômica.
Precisamos saber que, sem cultura e sem arte, ao par da punjança econômica, o país não terá desenvolvimento orgânico e equidade social. Um progresso desumanizado é insustentável.
Será uma prosperidade sem alma.
Sem cultura e sem arte, o progresso econômico produzirá uma sociedade cada vez mais desequilibrada e desigual, sem segurança e sem paz social.
A inclusão social, sem cultura e sem arte, não tem futuro.
Talvez reproduza apenas uma sociedade sem equidade, uma sociedade repressora, gananciosa, cruel e injusta.
Ao lado dos campeões do futebol, do carnaval e de nossas riquezas materiais e paisagística, precisamos produzir campeões de cultura e da sabedoria que saibam apontar os caminhos da justiça, da equidade e da paz. Então cada um poderá ser senhor do próprio destino, sendo competente e dedicado ao trabalho  produtivo, criando uma sociedade sem parasitas e sem opressores: uma sociedade de gente livre e solidária, onde a alma da gente tem mais valor.

Ao levantar, aqui, a bandeira da Arte Musical como Estratégia de  Inclusão e Equidade Social, alio-me ao nosso grande pianista e grande intérprete de Bach, João Carlos Martins, regente da Bachiana Filarmônica e autor e incentivador de projetos de inclusão social através da música, da grande alma brasileira.
Diz João Carlos Martins: “a Missão do Músico deve atingir as periferias das nossas cidades, que pouco convivem com o maravilhoso universo da música”.

Música e Coesão

MÚSICA E COESÃO SOCIAL
Na Família, na Escola e na Comunidade
                              
                                                       J. Jorge Peralta

O Povo Brasileiro, como o Português e outros, fazem da música o refrão de suas vidas. Cantam por toda a parte. A Escola não pode perder essa tradição. A música alegra o coração das pessoas e é o veículo de união.

1. A música popular, que da alma do povo brotou, como o sol da primavera, é uma força coletiva, capaz de restaurar as forças perdidas na educação das novas  gerações.
O canto aquece o coração das pessoas e eleva a alma e o psiquismo.
Em momentos  como este, de certo marasmo cultural, com a educação
em crise, em todas as suas dimensões, a música pode ser uma nova alavanca sócio-cultural da sociedade. A música, cantada em grandes ou pequenos grupos, no processo de educação, se adequadamente  selecionada, estimula a solidariedade e a coesão grupal e acalenta o coração. Alavanca a alma nacional e o sentido do universal da vida.
Na música, as pessoas cantam juntas, a mesma letra, a mesma melodia, o mesmo ritmo e o mesmo tom.
Diz a sabedoria popular: quem canta, seus males espanta.
           
2. Ao propormos, novos paradigmas de uma sociedade próspera, em termos culturais e de bem-estar social, não podemos nos deixar cair na tentação de opor a cultura e o bem-estar  social, ao desenvolvimento técnico-científico e econômico. Antes, precisamos saber articular as duas dimensões. A cultura e a economia, são dois lados integrantes e intercomplementares da organização da vida na sociedade contemporânea. Separá-los é trilhar as sendas da decadência e do desequilíbrio sócio-cultural. Economia sem cultura  é como um corpo sem alma, sem vida, sem entusiasmo.

3. As canções conhecidas como folclóricas, ou do MPB, cantadas em coro, com ou sem movimentos, dão nova vida e novo alento às crianças e aos adolescentes, em hora de entretenimento.
A educação musical, hoje tão esquecida e abandonada, é um instrumento fundamental para criar, na escola, um espírito coletivo de solidariedade, união e auto-estima. O canto e a música alegram o coração das pessoas e da nação.
Não é compreensível que um instrumento tão eficaz de coesão grupal esteja sendo alijada de uma escola, onde já prestou tão bons serviços. A não ser que tenhamos como objetivo a degradação da nação. Solidariedade pratica-se, antes de ser teorizada.
Perdendo a música de raiz, a escola se racionaliza, e se intelectualiza, em abstrações pouco estimulantes e pouco convincentes, buscando uma produtividade impossível, sem recursos didáticos, adequados ao despertar de uma nova força entre todos os envolvidos: alunos e professores.
Quando falo em Música de Raiz, refiro-me às músicas que elevam o sentimento de solidariedade da sociedade sem qualquer viés de política partidária.
A música faz parte do projeto “Escola Viva e Ativa”, ainda não publicado.

4. Os educadores e as organizações comunitárias, formais ou informais seriam verdadeiros guardiões da tradição musical de nosso povo. No entanto, estes estão perdendo seu discurso. Os grandes meios de comunicação vão abafando e silenciando suas vozes, uma a uma.
A música é a alma de uma sociedade atuante e comunitária que vai sendo extinta, e sucedida por uma sociedade individualista, egoísta e esteriotipada.
A música é atividade social de primeira grandeza.
Fala ao espírito  e ao coração e estabelece elos de união.
Apelamos então para que as pessoas responsáveis devolvam a música  e o canto à escola e a todas as atividades sócio-culturais da comunidade: a música em que toda a platéia sejam o cantores.

5. A seguir dou partida para o início de uma seleção de músicas que podem prestar  um bom serviço a comunidade, na promoção da coesão social grupal.

MÚSICAS FOLCLÓRICAS BRASILEIRAS / PORTUGUESAS

1- ASA BRANCA - GONZAGUINHA E LENINE
 2- ALECRIM
 3- DISPARADA
 4- CAMINHANDO E CANTANDO

OUTRAS MÚSICAS SELECIONADAS PARA ESTE TRABALHO

1- MESTRE ANDRÉ
2- CHAPÉU DE TRÊS BICOS
3- EU PERDI O DÓ
4- SAMBA LELÊ
5- ASA BRANCA
6- A BANDA
7- EU NASCI HÁ 10.000 ANOS ATRÁS
8- AQUARELA DO BRASIL

Obs. Durante este mês farei postagem neste espaço das músicas acima citadas.